A Paixão e as paixões

Pátria amada, idolatrada Por Daniel de Almeida Jr
 
“De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz.” Filipenses 2:5-8 Na semana em que celebramos a paixão de Cristo, é extremamente pertinente uma atenção reflexiva sobre os fundamentos e as convicções que dão sentido à nossa fé e às nossas ações, especialmente em dias tão incertos como os que vivemos no Brasil.
 
A paixão de Cristo é como denominamos as Suas últimas horas de vida; todo o percurso trilhado por Ele até o Calvário e a crucificação. A rigor, a paixão de Cristo foi o propósito de uma vida inteira cuja inspiração era a sede e a fome de cumprir a vontade do Pai. Sua pessoa, Sua obra e Seus ensinamentos dão os contornos à Sua paixão.
 
A igreja, seguidora do Cristo, não é movida por quaisquer outras paixões, que não a do Mestre. A mesma que o trouxe numa manjedoura e o levou numa cruz.
 
A Igreja, seguidora do Cristo, é comprometida com o seu tempo, inspirada por Aquele que, movido por íntima compaixão, não foi indiferente à realidade histórica do seu povo, com toda a sua complexidade e desafios.
 
A Igreja, seguidora do Cristo, encontra na Sua morte e ressurreição a fonte de toda a esperança que a conduz, na expectativa inabalável de que o novo de Deus sempre está à porta, "porque Ele vive, posso crer no amanhã".
 
A Igreja, seguidora do Cristo, nutre respeito e obediência às autoridades terrenas que trabalham para o bem comum, porém ela mesma não tem pretensões de poder temporal e nem cultua os que o buscam, porque ela sabe que esses poderes serão sempre relativizados pela soberania de Deus, Rei sobre tudo e todos e que não é e nem será a pátria terrena a residência do seu tesouro maior.
 
A Igreja, seguidora do Cristo, enquanto aguarda a Sua volta, serve ao próximo em amor e compaixão, na medida em que entende sermos todos feitos à imagem e semelhança de Deus e que, portanto, ao interagirmos com o outro, o faremos no mais absoluto respeito pela dignidade humana, no cumprimento às leis e na busca por promover a justiça.
 
A Igreja, seguidora do Cristo, é replicadora da mensagem redentora de Deus ao mundo perdido e sem salvação. Porque o coração endurecido dos homens, de hoje e de todos os tempos, anda sedento, necessitado da poesia divina; do LOGOS de Deus.
 
Amamos o Brasil, e será no serviço ao Rei Jesus, submissos à Sua Palavra, que serviremos também à nossa pátria terrena.
 
Água Benta

Veio do Pai, querido dos seus    


Cresce aprendiz de carpinteiro    


Volta pra o céu, ferido de Deus  


Morre pregado ao madeiro

Usa o poder para servir,            

lava meus pés a seguir              


Messias, meu Deus-Sofredor

O corpo inteiro encharcado        


de escárnio, de sangue e pecado  


Abre as represas do amor!

Lava os palácios dos reis,          


lava o pecado das ruas.              


Água que desce da cruz,
L

ava o Brasil de suas culpas.

Mata essa sede da gente,            


mata essa fome indecente

Água abençoada do céu,              


transborda paz e justiça              


De uma toalha e bacia,                


quando já não mais se cria,            


Cria! Cria!                                  


Cria do nada, harmonia!

 
Pr. Daniel de Almeida Jr. é missionário da Sepal e coordenador do Núcleo de Missões Urbanas da Aliança Evangélica.

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