8 de março - Dia Internacional da Mulher

Conta-nos, a história que em 08 de março de 1857, 129 trabalhadoras têxteis numa fábrica em Nova Iorque fizeram uma greve reivindicando melhoria de condições de trabalho e de salário. Os patrões não concordaram e atearam fogo matando-as todas. Em 1910, na Conferência Internacional na Dinamarca foi declarado o dia 08 de março como o Dia Internacional da Mulher. Em 1975 a ONU oficializou e dai para cá a data é lembrada das mais variadas formas.

Neste 08 de março de 2015, a comemoração é da mulher que enfrenta os desafios do mundo de hoje. Um mundo diferente de nossas mães e avós e que será diferente para nossas filhas e netas. Não tem como comparar. Cada época tem suas características. O importante é reconhecer os desafios e se preparar para enfrentá-los.

Alisto aqui algumas mudanças no mundo de hoje com relação às mulheres e como nos afetam:

1. A mulher e o preparo intelectual - Cada vez mais as mulheres estão se preparando, estudando. As universidades têm em sua maioria de matriculados, mulheres. Em todas as áreas, mesmo as mais tradicionais como engenharia, química, também há mulheres. Preparadas profissionalmente acabam não ficando em casa como suas mães e avós. Saem para o trabalho.

2. A mulher e o mercado de trabalho - É inegável a mudança em nossa sociedade onde a mulher tem ocupado, praticamente, todos os espaços no mercado de trabalho. Profissões para homens como ladrilheiro hoje já é de mulher e muitos mestres de obras preferem mulheres pois são mais caprichosas, dizem. Embora haja em várias profissões um espaço bem apertado para a mulher porque as exigências (cobranças) são grandes e os salários, mesmo ocupando o mesmo cargo ou função, ainda é menor. Uma das conquistas interessantes é que em administração, os famosos professores têm sugerido que haja mulheres nas equipes decisórias das empresas por causa da intuição, o chamado sexto sentido.

3. A mulher e a segunda jornada de trabalho - Embora seja uma conquista o espaço de trabalho secular e profissional, a casa ainda gira em torno da mulher. Mesmo sendo excelente profissional lá fora, é ela quem dá as normas da casa. Quando pode contar com auxiliares, a carga diminui, mas a maioria das vezes, essa realidade não existe. É chegar em casa e ainda preparar alimentação para a família, e ajudar filho nas tarefas de casa. O que tem acontecido é que a nova geração de maridos tem ajudado nessa tarefa. Mas, nem todos.

4. A mulher como mãe e pai - uma dupla carga - Cresce assustadoramente o número de mulheres sozinhas que trabalham e criam seus filhos. O número de separações no casamento invade nossa sociedade e consequentemente a igreja e vemos muitas lutadoras com filhos pequenos ou adolescentes e sozinhas para educá-los.

5. A mulher como objeto – desvalorização do corpo e da moral. A mídia explora muito a mulher como objeto.

Essas novas realidades que a mulher enfrenta no dia a dia é comum a todas, quer cristãs ou não. A diferença é que a mulher cristã tem Jesus como seu amigo e em quem pode se agarrar para enfrentar a realidade.

Mas se essas mudanças na sociedade afetam a todas nós, como devemos reagir? Precisamos aproveitar o lado positivo das mudanças e fazer a diferença num mundo narcisista em que vivemos:

1. Meus filhos - a grande chance de estar criando a nova geração. Que sociedade você deseja? Você é responsável por ela. Não terceirize a educação de seus filhos. Somos responsáveis diante de Deus por eles. É nossa responsabilidade e intransferível. A afirmação “que mundo estou deixando para meus filhos” deve ser “que filhos estou deixando para o mundo”.

2. Meu trabalho - Os meus colegas sabem que sou cristã? A grande comissão é responsabilidade minha diante de meus colegas de trabalho. Como encaro o trabalho? Como me relaciono? O meu trabalho é meu campo missionário. Tenho consciência disso?

3. As fases da vida - Qual a melhor fase da vida? É aquela em que estamos. Todas as fases tem o seu lado bom e o lado ruim. O importante é alistar as coisas boas e ruins e aproveitar o melhor da fase. Não adianta lamentar o que se perdeu, mas valorizar o que se tem. O passado não volta, mas o futuro nos desafia. E o presente nos dá a oportunidade de escolha.

08 de março de 2015 é um dia de Celebração pelas conquistas, mas ao mesmo tempo de Lamentação pelos direitos que ainda não foram conquistados. Há muito preconceito velado em nossa sociedade, inclusive no meio evangélico. Entendo que diante de Deus somos iguais, com o mesmo valor. O sangue de Jesus salva homens e mulheres da mesma forma. O preço foi o mesmo. Gosto de pensar que Adão e Eva conheceram Deus antes de se conhecerem. Foi Deus quem apresentou um ao outro. Temos diferentes funções, mas o valor é o mesmo diante do Senhor. Como mulheres, honremos o Senhor.

Nancy Gonçalves Dusilek

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